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NFS-e e reforma tributária 2026: checklist para adaptar seu emissor

Publicado em 06/08/2026 3 min de leitura

Em 2026, a NFS-e passa a exibir novos campos para destaque de IBS, CBS e IS, mas nesta fase o preenchimento é inicialmente facultativo e serve de teste, com alíquotas simbólicas de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Empresas do Simples Nacional não têm alteração em 2026. Ainda assim, seu sistema emissor precisa estar pronto.

O que realmente muda para você na NFS-e em 2026

A reforma tributária substitui, ao longo da transição até 2033, o PIS e a Cofins pela CBS (federal) e o ICMS e o ISS pelo IBS (compartilhado entre estados e municípios). O IS (Imposto Seletivo) incide sobre bens e serviços específicos. Para 2026, os pontos práticos são:

Checklist prático para você ajustar o seu emissor

Use esta lista para conferir se a sua PME está preparada antes do prazo:

  1. Atualize o layout da NFS-e: garanta que o emissor suporta a versão mais recente do leiaute nacional, com os campos de IBS, CBS e IS na DPS.
  2. Revise o cadastro de serviços: cada item precisa da natureza da operação correta, do código de tributação e do enquadramento adequado, porque o cálculo depende da consistência desses dados.
  3. Mapeie o regime tributário do destinatário: operações B2B e B2C podem ter tratamentos diferentes; o cadastro de clientes deve refletir isso.
  4. Trate operações específicas: alíquota zero, isenções e casos como Zona Franca de Manaus exigem indicadores próprios previstos na Lei Complementar nº 214/2025.
  5. Valide a integração com a contabilidade: confira se os novos campos chegam corretos ao seu contador e às obrigações acessórias.
  6. Teste antes de valer para valer: emita notas em ambiente de teste para evitar rejeição e corrigir cadastros com calma durante a fase de adaptação.
  7. Revise contratos e precificação: avalie o impacto dos novos tributos em preços e margens ao longo da transição.

Como nós te ajudamos nessa transição

Nós construímos o Plenno para PMEs brasileiras e atualizamos o sistema continuamente, sem que a sua equipe precise instalar versões manualmente. Isso significa que, conforme o padrão nacional da NFS-e evolui com as Notas Técnicas da reforma, o seu ambiente acompanha as mudanças. Centralizar cadastro de serviços, clientes e emissão em um só lugar reduz o retrabalho e o risco de inconsistência que hoje trava a emissão, e revisar esse cadastro antes da virada é um trabalho que podemos conduzir junto com a sua equipe.

A recomendação é você não deixar para a última hora: mesmo com destaque facultativo e penalidades suspensas em 2026, começar a testar cedo evita surpresas quando o preenchimento se tornar obrigatório nas fases seguintes.

Perguntas frequentes

A emissão de NFS-e com IBS e CBS é obrigatória em 2026?
Não de imediato. Em 2026 o destaque de IBS e CBS na NFS-e é inicialmente facultativo, com período de adaptação e dispensa de penalidades. A obrigatoriedade avança nas fases seguintes da transição, que vai até 2033.
Minha empresa é do Simples Nacional, preciso mudar algo na NFS-e em 2026?
Em 2026 não há alteração para optantes do Simples Nacional e MEI, que seguem recolhendo pelo DAS. O destaque dos novos tributos nesses documentos passa a valer apenas em etapas posteriores da reforma.
Quais são as alíquotas de teste de IBS e CBS em 2026?
As alíquotas simbólicas da fase de teste em 2026 são 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Os valores apurados são compensados ou deduzidos dos tributos atuais, sem cobrança adicional para quem cumpre a obrigação.
O que acontece se eu não ajustar o sistema emissor a tempo?
Durante o período de adaptação de 2026 há dispensa de penalidades sob determinadas condições, mas o cadastro inconsistente pode gerar rejeição da nota e retrabalho. O ideal é testar cedo para chegar preparado à fase obrigatória.
Quem define o novo layout da NFS-e para a reforma tributária?
O layout do padrão nacional da NFS-e é definido pelo Comitê Gestor da NFS-e, por meio de Notas Técnicas que incluem os campos de IBS, CBS e IS na DPS. O sistema emissor precisa acompanhar essas versões.

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