Em 2026, a NFS-e passa a exibir novos campos para destaque de IBS, CBS e IS, mas nesta fase o preenchimento é inicialmente facultativo e serve de teste, com alíquotas simbólicas de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Empresas do Simples Nacional não têm alteração em 2026. Ainda assim, seu sistema emissor precisa estar pronto.
O que realmente muda para você na NFS-e em 2026
A reforma tributária substitui, ao longo da transição até 2033, o PIS e a Cofins pela CBS (federal) e o ICMS e o ISS pelo IBS (compartilhado entre estados e municípios). O IS (Imposto Seletivo) incide sobre bens e serviços específicos. Para 2026, os pontos práticos são:
- Novos campos no layout da NFS-e nacional, definidos por Notas Técnicas do Comitê Gestor da NFS-e (padrão nacional), incluindo campos na DPS (Declaração de Prestação de Serviços) para destacar IBS e CBS.
- Alíquotas de teste: 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, com os valores apurados sendo deduzidos ou compensados dos tributos atuais, ou seja, sem cobrança adicional para quem cumpre a obrigação.
- Destaque facultativo e período de adaptação em 2026, com dispensa de penalidades para quem ainda estiver ajustando os sistemas, desde que atendidas as condições da legislação.
- Simples Nacional e MEI seguem no DAS e só passam a destacar os novos tributos em documentos fiscais mais adiante.
Checklist prático para você ajustar o seu emissor
Use esta lista para conferir se a sua PME está preparada antes do prazo:
- Atualize o layout da NFS-e: garanta que o emissor suporta a versão mais recente do leiaute nacional, com os campos de IBS, CBS e IS na DPS.
- Revise o cadastro de serviços: cada item precisa da natureza da operação correta, do código de tributação e do enquadramento adequado, porque o cálculo depende da consistência desses dados.
- Mapeie o regime tributário do destinatário: operações B2B e B2C podem ter tratamentos diferentes; o cadastro de clientes deve refletir isso.
- Trate operações específicas: alíquota zero, isenções e casos como Zona Franca de Manaus exigem indicadores próprios previstos na Lei Complementar nº 214/2025.
- Valide a integração com a contabilidade: confira se os novos campos chegam corretos ao seu contador e às obrigações acessórias.
- Teste antes de valer para valer: emita notas em ambiente de teste para evitar rejeição e corrigir cadastros com calma durante a fase de adaptação.
- Revise contratos e precificação: avalie o impacto dos novos tributos em preços e margens ao longo da transição.
Como nós te ajudamos nessa transição
Nós construímos o Plenno para PMEs brasileiras e atualizamos o sistema continuamente, sem que a sua equipe precise instalar versões manualmente. Isso significa que, conforme o padrão nacional da NFS-e evolui com as Notas Técnicas da reforma, o seu ambiente acompanha as mudanças. Centralizar cadastro de serviços, clientes e emissão em um só lugar reduz o retrabalho e o risco de inconsistência que hoje trava a emissão, e revisar esse cadastro antes da virada é um trabalho que podemos conduzir junto com a sua equipe.
A recomendação é você não deixar para a última hora: mesmo com destaque facultativo e penalidades suspensas em 2026, começar a testar cedo evita surpresas quando o preenchimento se tornar obrigatório nas fases seguintes.